As reações alérgicas aumentaram no mundo todo, e as crianças são as mais afetadas devido a genética, ambiente em que vivem e hábitos de vida.

De acordo com o Consenso Brasileiro sobre Alergia Alimentar, da Sociedade Brasileira de Pediatria e da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia , divulgado em 2018, estima-se que 6% das crianças brasileiras com menos de 3 anos tenham alguma alergia alimentar, a que mais cresce no mundo.

Se por um lado alergia alimentar é a que mais cresce, por outro, a dermatológica é a que mais acomete as crianças.Segundo o pediatra e alergista Dr Gilson Pereira, os médicos têm revisto algumas condutas para evitar as chances de alergias. Uma delas é antecipar o contato com as substâncias que podem causá-las. Isso costuma acontecer na chamada “janela imunológica”, quando a criança deve ser exposta a diferentes alérgenos, como os presentes no pó dentro de casa, e nos animais. Esse período, costuma ocorrer entre os três e os cinco meses de vida.

Ainda segundo o alergista  Dr Gilson Pereira hoje a  recomendação é apresentar durante a introdução alimentar todos os tipos de alimentos, inclusive o ovo, que é um alérgeno bem conhecido. Antes, os pediatras só indicavam a partir de 1 ano”.

A amamentação também tem um papel crucial para o fortalecimento das defesas dos bebês, o que ajuda indiretamente na prevenção das alergias. Ainda assim, mesmo com essas medidas, não é certeza que o seu filho não venha a ter alergia, já que entra em cena a predisposição genética. Segundo o alergista Dr Gilson Pereira , se o pai e a mãe têm alergia, a chance de a criança ser alérgica também é cerca de três vezes maior do que nos casos em que nenhum dos pais tem o problema.

Então, o que fazer? Se a criança tiver uma reação, a principal recomendação é afastá-la dos alérgenos para não piorar as crises e buscar o tratamento adequado. Afinal, cada alergia deve ter cuidados específicos.

 

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